Ruby, 18, Brazilian.


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theme by lifemassacred, com detalhes de Ai.

Impossível não olhar para seus olhos.
É loucura recusar o teu abraço.
Um crime seria apagar o seu sorriso.
Apagar o brilho que me guia. Acender o escuro, a noite fria.
Estragar meu dia. 

O caminho que se segue, para e anda.
Um vídeo passa atrás de ti, protagonista.
A cidade é um cenário, um quadrado.
O foco apenas no seu rosto, gravar cada expressão nele exposto.
Agradar meu gosto.

[…]


dancing with myself.

As vezes eu queria acreditar em milagres.
Poderiam haver outros tipos. Um sinônimo, com outro nome e sem ser necessariamente algo divíno. Alguma coisa que acontecesse do nada, que melhorasse sua vida por inteiro e te tirasse de toda agonia que você passa.
 Porque é de um desses “milagres” que eu to precisando agora…

Pessoas que confio, e amo, me deixam pra baixo. Pessoas que menos espero me ajudam e se preocupam comigo. Por mais raras que sejam, raríssimas, elas estão la. Estão aqui.
Meus problemas me dominam e sempre vem a tona quando eu me distraio. Por mais que eu encontre soluções, sempre haverá algo pra me azucrinar. Pra chacoalhar minha paz e fazer com que toda a poeira que ja tinha se abaixado, levante de novo e dificulte minha visão, me atrapalhe e incomode.
Espinhos que pisei no passado ja se foram, mas deixam cicatrizes que hora ou outra insistem em inflamar novamente. Dificultam meu andar e me tentam a desistir.

Mas desistir é uma palavra a qual arranquei do meu vocabulário, rasguei do meu dicionário. 
Foram cerca de 15 anos de espera, e não são atitudes bobas que me farão destruir o pouco, porém necessário, que ja construi até aqui.
Por mais que pouquíssimas pessoas estejam me dando apoio, tanto moral quanto financeiro, quem está lutando por isso sou unica e exclusivamente eu mesma.  E assumo que nunca me senti tão sozinha em toda minha vida.
Muitos alegam que sou fraca, e me deixo vencer facilmente. Mas eu não acho isso.
Fracos se deixam derrubar pela invisibilidade. E isso é algo que ja me acostumei ah tempos. 
Falar e não ser ouvida. Perguntar e não ser respondida.
Reclamar e não ser percebida.
Te olharem mas não te enxergarem.
Parece exagero, mas além do que desabafo e não reparam, ainda existe o que escondo pra não chocar,   que me machuca em silencio e eu alivio quando a luz se apaga e  ninguém pode me ver.
Mas aí o Sol nasce, e começa tudo outra vez. Uma guerra por dia, com começo meio e fim. 
Não tenho a pior vida do mundo. Mas isso não significa que não seja difícil carregar isso tudo que se passa.

Ficaria mais fácil com um pouquinho de ajuda e importancia de vez em quando.

Não desabafei tudo o que eu queria, mas ta aí. Só eu vou ler mesmo.

Fim.



O chão sob seus pés simplesmente some. Sem aviso, sem preparo, sem nada.
Ele some.
Cair não é uma opção. É uma obrigação.
É pra baixo que a vida ta te mandando e é pra baixo que você vai.

Nesse momento você sente seus sonhos, seus projetos, seu futuro e tudo o que você ama escapando das suas mãos e ficando la em cima, de onde você caiu.
Porque você é burra. Não soube onde pisar. Não soube onde ir e nem o que fazer.

Burra.

E agora vai ter que se virar pra sair daí desse buraco. Dessa porra de escuro em que você se encontra.
E não adianta reclamar, porque a culpa é toda sua.


Prestasse mais atenção. Não teria caído aí. 


Nesse final de semana teve a virada cultural.
Resumindo: Passei a madrugada toda rindo, pulando, dançando, falando coisas que não lembro e hora ou outra cochilando no chão. Curti assim o show dos Mutantes.
Não preciso nem dizer que teve muito alcool.

Quando o sol nasceu, fiquei por um tempinho tentando me recuperar da ressaca, e quando consegui, fui direto pro palco MTV.

Eu poderia ter só andado em linha reta e no final virado pra direita. Mas como tive que ir apenas comigo mesma, e a virada cultural na parte da manhã é meio assustadora, tive que desviar dos zumbis do crack. Até porque o palco ficava na Luz.
Chegando lá o Cachorro Grande se apresentava. 11h da manhã. Muito bom o show deles, apesar do meu estado não me permitir curtir o show como deve ser curtido. (Eu tava meio derrotada) Mas na saídera eles mandaram My Generation do The Who e isso me animou BASTANTE. Acabando esse show, o pessoal me achou la na muvuca. Agora eu não estava mais sozinha! 
Depois vieram os Filhos da Judith. 13h. Não conheço a banda mas até que o show foi bacana. Até aí eu ja tinha conseguido grade. Tava esperando pelo ultimo show, que seria as 18h.
Acabou o show, e aí a porra ficou séria. Muita gente começou a chegar e a muvuca só piorou. (Mas eu não desgrudava daquela grade) O Forfun ia subir! 
Termina o intervalo, 14h30 sobe no palco a banda carioca agitando todo mundo que estava meio “morto”. Nunca tinha ido a um show deles, foi muito bom, adorei! Mas ainda não era o motivo de eu estar la.
Eles descem, nós aguardamos, e a essa hora já não dava mais pra se mexer direito. Tinha MUITA gente.
O próximo show foi dos Autoramas, 16h30. Também não conhecia a banda, e a essa hora eu não aguantava mais ficar de pé e esperar. Já me encontrava a cinco horas e meia de pé, sem descanso. Mas não era agora que eu repousaria.
Chega o intervalo. O Sol começa a se preparar para dormir. A Lua se apronta para aparecer e trazer com ela o comecinho de noite que acompanharia a proxima atração.
A multidão era inacreditável. Subi na grade e olhei para trás, não consegui ver o fim daquele mar de gente. Era MUITA gente, MESMO. E isso só me deixava mais ansiosa.
O palco ja estava arrumada, a Odery ja estava montada, mas a produção tinha que aguardar a hora redonda.
17h59, eles são anunciados no microfone, e na jogadinha do ponteiro você já não consegue ouvir nem a propria voz.
A Fresno sobe ao palco e todas as horas de espera valem a pena. Até mais do que isso.
E sempre valerão. 

O “durante” o show fica por conta da lembrança. Já que todas as emoções lá sentidas não me permitirão esquecer jamais cada segundo daqueles 60 minutos.
E mais uma vez, só tenho que agradecê-los por mais um Momento importantíssimo na minha vida.

E pra finalizar: “CANTA, PORRA!”





paranunmure
ruby ruby ruby ruby oooOOOOOOOOOOh ~ tava vendo tuas fotos, você evoluiu hein mweowoeowme

DHSUAIHDSAUIDHSDUSIDSU 
obrigada [??????] 


MOMENTO

- É comum misturar realidade com fantasia, sonhar com o possível e acordar querendo o fantasioso. 
Também é completamente normal viajar numa nuvem enquanto estiver dormindo, e ao abrir os olhos se arrumar pra pegar o ônibus. Quase que rotina.

Mas também há o incomum. Há sempre algo que vai além do convencional, e ultrapassa o nível da distinção de uma coisa pra outra. Tem sempre aquele momento em que você sente uma mistura de medo (até pavor) por achar que se trata apenas de um daqueles sonhos tão convincentes que a gente sente até o toque de um abraço, com exacerbado prazer de estar vivenciando cada instante daquele fato, apesar da incerteza.

É o momento em que você não se lembra, e nem tenta buscar na memória, o significado da palavra “real”. Você, na verdade, não sabe é de nada. 

Você só sente. Só esta no automático aguardando cada surpresa, cada segundo grudar na pele pra ficar marcado pra sempre, numa benigna cicatriz indolor. Cada som inédito tornando-se concreto sendo possível sentir, tocar, segurar forte na mão e guardar no bolso pra não perder. Cada cena, cada frame, se convertendo em filmes, daqueles que você faz questão de ter o DVD, e que assistirá dias depois toda vez que fechar os olhos, um atrás do outro, não necessariamente na ordem em que foram gravados.

E aí o físico não se passa de uma base, uma caixinha onde você guarda toda a emoção e toda a sensação, pra não se espalharem por ai. Um potinho pra guardar cada uma dessas lembranças unica e exclusivamente suas. Um baú que você guarda cada um destes tesouros que valem mais do que todo o dinheiro do mundo, já que possuem um valor e não um preço. E é também a desculpa pra você dizer “Eu estava lá” já que quem comparece é o corpo enquanto sua mente voa por todos os lugares do universo, ao mesmo tempo que registra toda a presente situação, causando aquela impiedosa confusão entre o plausível e o absurdo. 

É o momento que você julga um dos melhores da sua vida, não importando quantos dias passem, ou já tenham passado desde então, porque o tempo só existe no calendário. Duas horas podem se tornar meses quando fazem parte de um momento desse.

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E pra mim, um destes momentos aconteceu nesse dia: 15 de Abril de 2012.
E… Bom. Acho que já não preciso dizer mais nada. Apesar de todas as palavras recém lidas, o que eu queria mesmo dizer era obrigada.

E continuem sendo a banda foda que vocês são. 

Não é qualquer show que me proporciona um destes momentos.

 Obrigada mesmo.

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A foto foi tirada pela @JhenyDoe.  


GOODBYE U CRAP!!!!!!

 
GOODBYE AND I HOPE I SEE U AGAIN LIKE NEVER



"That girl's like a non-stop confusion.
She's like an oyster with no pearls inside. She's every doubt inside your mind. She's like the one you wanna be beside. She got the key to reach your heart."
<3